sábado, 2 de outubro de 2010

Condensação solidificando


Há um choro preso, entre um chorinho e um drink! Mas o mundo tá fluindo enquanto meu coraçao se acelera só com sustos e medos.





Hoje, a maior calúnia que poderia dizer sobre mim mesma, é que me sinto vazia! Não! Dentro de mim não tem um vazio, pelo contrário, estou cheia! De saco cheio! De cabeça cheia! Coraçao cheio. Até meus olhos estão. Cada dia mais e mais, meus sentimentos se liquefazem contra a minha vontade. Há uma necessidade de excreçao, mas meus olhos só querem se ocupar de encontrar a realidade paralela. Uma lágrima alivia, mas não me deixa enxergar o brilho das estrelas. 

É difícil distinguir um fato de uma interpretaçao. Mas todos os dias tentar achar a linha tênue que separa o verídico do fantasiado, me exausta. Até onde é o que eu sinto? Até onde é resultado do meu senso aflorado? Até onde é coisa da minha cabeça mal acostumada a encontrar problemas, e que piora tudo na TPM? É. Não é fácil. Mas quem foi que disse que seria? Ninguém.

O problema não está em tudo o que eu acredito, nem no que desejo. O que me entristece agora é temer que as palavras sejam só uma ultima aposta pra fugir do inegável. Porque eu também me sinto assim. É tão fácil dizer o que se quer dizer. Tão fácil agradar quem se quer agradar. Mas eu tenho, entre outras facilidades, tenho a facilidade de discernir o que é real e o que é apenas uma escapatória do fatal. É isso mesmo: fatal! Eu nào morro! Ninguém morre! Mas morrem-se planos, desejos, vontades. A melhor parte de você morre. É a destruiçao da ponte que existe entre o meu mundo e o seu! 

Eu me jurei por diversas vezes não me preocupar. Não me exaltar. Não me esvair em suspeitas. Me jurei também nao procurar mais saber sobre nada que maltrate o que ainda me resta. Mas assim como jurei nao comer doces, nao dormir tarde, enfim... não procedeu. A gente jura pra gente mesmo, só pra ter uma razão pra nao fazer, porque sabemos que vamos fazer. Natural que seja assim. Somos seres humanos, resultado de desejos e sentidos. 

O que eu mais queria agora era que a as atitudes não teimassem em comprovar o que eu já sei. Só queria aquele brilho no olhar. Aquele pescoço quebradinho pro lado, uma suspeita de covinha e uma expressão digna do adjetivo ''bobo''. Queria aquele velho suspirar. Mas a vida é um parque de diversões: a gente sente frio na barriga, mas pra ir de um brinquedo ao outro, é necessário por os pés no chão e caminhar, sempre a frente! 

E se não for pra me fazer voar, nem tire meus pés do chão . . .


Beijinhos : *

2 comentários:

  1. Não sei, leio teus textos e consigo me encontrar, ainda q mais passional do q eu sou, às vezes, somos tão parecidas. Escreves maravilhosamente bem querida.
    "Natural que seja assim. Somos seres humanos, resultado de desejos e sentidos"...bem q poderíamos desejar mais e sentir menos não é mesmo?!

    Beijo;

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  2. E se eu disser que entrei num caminho ruim de voltar? Você acredita? Pois é. Deviam colocar placas nos caminhos das nossas escolhas. Essas tipo “Rua sem saída”, “Cuidado, estreitamento de pista”, “Atenção, curva sinuosa”... talvez assim a gente não se metesse em tanta loucura.

    Não. Não vamos falar de loucura. Vamos falar de vontades. Eu tenho vontade de olhar bem nos seus olhos, dizer umas verdades, e depois te beijar com tanta vontade, que talvez você até sinta vontade de sorrir. E depois, simplesmente te carregar até uma cama, deitar você e dar outro beijo. Então poderia fazer carinho no seu cabelo e dizer “como eu te quero”.

    Te abraçar provavelmente seja a melhor sensação do mundo. Melhor que comer chocolate, melhor que beber coca-cola gelada... só por saber que é você, e que você é real. Eu queria parar de imaginar. Quando você não está aqui, eu tenho que te inventar dentro de mim, pra não ficar entediado com a vida. Acho que isso se tornou um pequeno vício.

    Novamente me lembro do que disse pra você no começo: é melhor que nunca saibam, porque eles não entenderiam. Mas, sabe do pior? (Ou melhor, sei lá)... Eu mesmo não entendo! Não entendo como alguém pode entrar na vida de outro alguém por um simples meio de comunicação impessoal.

    Sempre achamos isso tolice, infantilidade... Cá estou eu. Nessa coisinha de criança. Talvez seja melhor assim, porque se aproxima mais de uma pureza de sentimentos. Não! Esquece. Não tem nada de puro no que eu to pensando agora. UAHHUAUHA. Você sabe que você faz falta pra mim, e eu não quero perder você. Não sei o quanto isso pode durar, mas no fundo eu nem ligo. Eu só quero aproveitar.

    É tão pratico realizar um sonho possível. Mas é tão ruim quando ele é inviabilizado por uma certa distância. Um dia ainda vou a pé. Droga, eu falei que não ia falar de loucuras. Mas eu sou louco por você.

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Oi querido comentarista, ficarei muito feliz em ver seu recadinho. beeijos :*